Barra

Obrigado por Sua Visita - Não esqueça de nos Seguir nas Redes Sociais - Comente no Final das Postagens !

Curta e Comente

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Não à Maioridade Penal - 12/05/14


Circula pela internet dados sobre a maioridade penal em diversos países espalhados pelo mundo, informando a idade que o jovem pode responder por crimes cometidos. Porém, aqui na América do Sul,a maioria dos Estados têm como maioridade penal, pessoas acima de 18 anos.
Sabe-se que há adolescentes que cometem crimes, mas também se sabe que muito mais estão envolvidos com o tráfico de entorpecentes como ‘laranjas’ fazendo o serviço dos que comercializam a droga, pois é mais fácil já que os menores não podem serem presos.
Contudo, o número de jovens é menor em crimes hediondos, do que em casos como de ‘laranjas’ neste comércio ilegal.
Essa discussão já está nas diversas esferas da mídia, divulgam esse tema e impõe suas opiniões, muito das vezes como verdades absolutas, mas e aí? Diminuindo a Maioridade Penal de 18 para 16 anos trará soluções para os problemas de jovens e adolescentes que cometem crimes?
Acredito que esta não é a melhor maneira de resolver este problema. O problema será resolvido a médio e longo prazo com alguns investimentos, prevenção e melhor atuação das famílias e do governo, pois se a redução da idade ocorrer nada mudará, continuaremos vendo jovens perdidos e agora, encarcerados, vivendo com criminosos ‘piores’ aprendendo mais, novos e melhores esquemas para quando regressarem das celas à vida social.
Duas questões devem ser analisadas profundamente, primeiro: que há muito tempo não se investe em educação, primeiro: a Constituição Federal promulgada em 1988, no seu Art. 6º diz: São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.
E ainda, o Estatuto de Criança e do Adolescente, no seu Art. 4º diz: dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.
            Ambos ratificam o papel do Estado em assumir seus compromissos com a educação. Assegurando acesso a escolas a todas as crianças e adolescentes.
Se a educação é falha, se há falta de escolas, professores desvalorizados, más condições de trabalho. Áreas de lazer quase inexistentes. Sem parques, sem esportes, sem cultura.
Não podemos esquecer que dinheiro para educação não é gasto é investimento. Tem retorno nisso, jovens mais preparados, melhores profissionais no mercado de trabalho. Quem está investindo seu tempo com estudo está gastando tempo com coisas boas e não deixando livre para a ociosidade, deixando brechas para as drogas.
A segunda questão é a realidade das prisões brasileiras. Elas estão conseguindo resgatar pessoas ao convívio social?
Atualmente, os adolescentes que cometem atos infracionais são punidos pelas leis vigentes cumprindo medidas socioeducativas (como medida de Liberdade Assistida e Prestação de Serviços). Se o governo investisse em profissionais poderia atingir números maiores de jovens e trazê-los resgatados à vida normal.
Quanto às cadeias e presídios, todos lotados, oferecendo péssimas condições de tratamento (sem alimentação, sem banheiros, sem remédios). Convivendo com pessoas que cometeram outros crimes.
Se um adulto com capacidades mentais melhores que os de adolescentes que passam por um processo de definição de caráter não são recuperados, imaginem se crianças e adolescentes melhorariam e sairiam do crime. Quase impossível.
Sem escolas, sem oportunidades de trabalho e ainda resolver colocar esses adolescentes juntos na mesma prisão para quê? Para aumentar o índice de criminosos na escola do crime.
Por isso, governos invistam em educação, arranquem o mal pela raiz. Desde gastar dinheiros com desperdícios, comecem a criar escolas, ofereçam trabalho aos jovens. Criem lugares para práticas esportivas, oficinas para aprenderem coisas novas.
As falhas do governo não podem ser resolvidas com medidas drásticas e sim com prevenção, orientação e investimentos. Além de cuidar das crianças, olhem pelos presídios. Invistam para resgatá-los. Trazê-los de novo à família, aos filhos, ao convívio social.
Que o Senhor derrame da Sua graça sobre todos os filhos, jovens ou não e sobre os que estão afastados da sociedade, eles precisam de oportunidades.
Então, às famílias não esqueçam: “Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele.” Provérbios 22.6.
Aos filhos: “Escute os sábios e procure entender o que eles ensinam.” Provérbios 2.2.
            Deus seja louvado!

Deus te abençoe imensamente e te dê sabedoria para ouvir a Sua voz.


Bíblia Sagrada de Estudo Plenitude para Jovens
Versão: Nova tradução na linguagem de hoje
Sociedade Bíblica do Brasil/ 2008

Constituição Federal/ 1988
República Federativa do Brasil/ Senado Federal

Estatuto da Criança e do Adolescente/ 2012
Lei nº 8.069/90 atualizado com a Lei nº 12.010 de 2009


Nenhum comentário:

Postar um comentário